|
|||||
| GT-RIO INTERIOR |
|||||
| CATÁLOGO DE
ESCALADAS DO INTERIOR DO RIO |
|||||
| Uma palavra a mais sobre o interior do Rio e alguns agradecimentos | |||||
A este catálogo foram destinadas muitas horas do tempo livre dos membros do GT Rio Interior da FEMERJ. Graças ao seu empenho foi possível realizá-lo. Coleta de dados por telefone e e-mail, digitação e revisão de listas de vias e digitalização de mapas e fotos foram algumas das tarefas realizadas por Arthur Costa, Fernando Barroso, Mauro Mello, Alan Marra, Luciano Bender, Mário Richard, Fábio e Alberto Guedes e Francisco Caetano durante o segundo semestre de 2002. Um agradecimento especial a eles e ao Menger, webmaster da FEMERJ, que cuidou do design com detalhes e tornou todo este trabalho visível. Vários escaladores tiveram boa vontade nos mandando informações sobre escaladas. É impossível não esquecer nomes, mas o mais importante é que a lista a seguir é apenas uma amostra de todos os que ajudaram e ainda ajudarão mandando mesmo que uma pequena informação a mais para o catálogo. Agradecemos aos escaladores Marcello Goulart, Frederico Almeida (Macaé), Marcelo Braga, Sylvio Teixeira (Valença), Felipe Mury (Barra Mansa), Miguel Monteza, Eduardo RC, Marcos Madeira (Rio e Poço Fundo), André Ilha, Dário do Nascimento (Nova Friburgo), Frederico Noritomi, Alexandre Portela, Aurélio Calzolari (Porciúncula), Luís Cláudio “Ralf” Côrtes, Daniel Guimarães (Teresópolis), Flavio Daflon, Cintia Adriane, André Rodrigues (N. Friburgo), Antonio Paulo de Faria, Leandro Nogueira (N. Friburgo), Dave Macnight (Niterói), Andrei Helayel (Niterói), Giuseppe Pelegrinni, Guilherme Rocha (Resende) e Maurício Motta. Alguns deles são montanhistas da cidade do Rio que viajam pelo interior do estado em busca de aventura e paz nas paredes menos conhecidas. Têm o privilégio de sujar suas cordas na poeira das estradas de terra e no granito virgem das montanhas que só daqui a anos serão escaladas com mais frequência. Outros são montanhistas locais que, mais do que as escaladas, nos mostraram a realidade do esporte no interior do nosso estado. As dificuldades dos montanhistas do interior para se desenvolver longe da Urca e da estrutura que se tem na capital são ainda pouco conhecidas da maioria, e são inclusive parte dos motivos da criação deste GT. Com poucas vias conqustadas e com pouco acesso aos equipamentos, é mais difícil para eles praticar e evoluir. E sem evolução e experiência poucos se aventuram em novas conquistas. Presas neste ciclo vicioso algumas comunidades pequenas de escaladores se formam e desaparecem, enquanto algumas outras sobrevivem escalando falésias com corda de cima perto de paredes de centenas de metros. Das mais de oitocentas (talvez mil) escaladas do interior do estado, mais de 80% se situam em Itatiaia, Niterói ou no eixo Petrópolis/Teresópolis/Friburgo. Todos estes locais sofreram em sua história a influência dos escaladores cariocas, o que proporcionou uma base inicial de escaladas. Esta base ajudou os primeiros grupos de escaladores locais a evoluírem, embora de maneira nem sempre estável - apenas Petrópolis, que é um dos maiores polos de montanhismo do Brasil, e Niterói, que não é exatamente “interior”, têm uma história contínua e sólida de evolução fora da cidade do Rio. Os 20% das vias restantes se espalham pelo resto do estado em grupos pequenos, sendo muitas delas falésias de conquista recente. Este desequilíbrio é definitivamente a principal dificuldade a ser vencida no desenvolvimento da escalada fora dos polos tradicionais. Hoje em dia cada vez mais escaladores estão abrindo mão de algumas viagens longas a outros estados e se propondo a conhecer mais o interior do Estado do Rio - uma tarefa antes quase restrita aos clubes de montanhismo, que tradicionalmente se dedicam à exploração das montanhas e suas paredes. A nova fronteira está provavelmente menos para o sul e mais para o norte, onde há mais e maiores afloramentos rochosos. Enfim, esperamos que esta “redescoberta” do interior se intensifique, e que ela se faça havendo o máximo de interação com os escaladores locais, colaborando com o seu crescimento. No mais, que ninguém se esqueça de mandar para este catálogo informações sobre as vias que conhecerem ou conquistarem. Boas escaladas. Flávio Wasniewski |
|||||
|
|||||