Publicado no Informativo Mountain
Voices, edição 109, set./out.2009
O Parque Nacional da Serra dos Órgãos
(PARNASO) organizou e sediou, entre os dias 6 e 10 de julho,
o curso “Diagnóstico, Planejamento e Gestão
do Montanhismo em Unidades de Conservação”
para gestores dos parques nacionais brasileiros. A Federação
de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro (FEMERJ) participou
de uma mesa-redonda sobre Gestão da Escalada em Unidades
de Conservação (UC). “Foi uma grande
oportunidade para levarmos aos gestores nosso ponto de vista,
nossa história e experiência”, destacou
Bernardo Collares, presidente da Federação.
Dos parques nacionais do Rio de Janeiro, estiveram presentes
gestores do PARNASO, PNI (Parque Nacional de Itatiaia) e
PNT (Parque Nacional da Tijuca).
Este curso foi a primeira ação de um grupo
que está se formando no ICMBio (Instituto Chico Mendes
de Conservação da Biodiversidade, vinculado
ao Ministério do Meio Ambiente) para capacitação
de servidores em diagnóstico e gestão de esportes
de aventura em unidades de conservação. Esta
é uma iniciativa da Coordenação Geral
de Visitação, e que contou com o apoio do
Centro Excursionista Teresopolitano. “O curso foi
uma iniciativa coletiva. Há tempos vem se discutindo
a necessidade de uniformizar as estratégias de gestão
de esportes de aventura em Parques nacionais. Em 2006, promovemos
o I Encontro de Parques de Montanha e esta questão
já vinha sendo discutida. Como o PARNASO é
um dos parques mais abertos a este tipo de prática
e o montanhismo pode ser praticado em muitos parques, optou-se
por começar por aqui”, conta Ernesto Viveiros
de Castro, chefe do parque.
Na mesa-redonda, realizada no dia 10 de julho, Bernardo
Collares falou sobre a “Autogestão da escalada
na Urca e a visão do usuário”. Também
participaram, Ernesto Viveiros de Castro, que expôs
o tema “Normas e procedimentos para autorização
de escaladas no Parque Nacional da Serra dos Órgãos”;
André Ilha, diretor de Biodiversidade do INEA/RJ
(Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro) e escalador,
que fez uma apresentação sobre “Ética
na escalada e Mínimo Impacto”; Sergio Poyares,
do Núcleo de Montanhismo do Parque Estadual dos Três
Picos (PETP) e funcionário do INEA, que falou sobre
a “Gestão da Escalada no Parque Estadual dos
Três Picos”; e Daniel Toffoli, coordenador de
fiscalização e da Câmara Técnica
de Montanhismo e Escalada do Parque Nacional de Itatiaia,
que também abordou a gestão da escalada, porém
em relação ao PNI.
Nos outros dias, os gestores participaram de aulas teóricas
(como por exemplo “Introdução ao Montanhismo
e tipos de escalada” e “Materiais e equipamentos”)
e práticas (com escaladas no Paredão Fritz
Reuter), ministradas por Gabriel Cattan, escalador e servidor
do ICMBio.
Para o chefe do PARNASO, o curso cumpriu a função
de sensibilizar gestores de diversos parques para o potencial
das atividades de montanhismo e informar sobre a questão
dos impactos da visitação. “A idéia
é aproveitar as experiências mais avançadas
como referência para parques ainda em início
de implementação. A proposta agora é
utilizar o conhecimento gerado neste primeiro curso e os
gestores capacitados para planejar a abertura de atividades
em outros parques nacionais, como a Chapada dos Veadeiros”,
analisa Ernesto.
“Achei muito importante o alinhamento demonstrado
entre os parques nacionais e estaduais do Rio de Janeiro
quando o assunto é montanhismo. A FEMERJ e os gestores
estão lado a lado. Participamos efetivamente dos
conselhos consultivos destas unidades de conservação,
criando junto com os parques as normas para a prática
do montanhismo”, avalia Bernardo. A expectativa da
Federação de Montanhismo do Rio de Janeiro,
e de alguns gestores, é de que estas normatizações
já existentes nos parques do estado (PARNASO, PNT,
PNI e PETP) sirvam de exemplo para outros parques do Brasil.
“É interessante notar que este exemplo de âmbito
estadual pode ser replicado para os outros parques nacionais.
Na mesa-redonda foram discutidas formas participativas de
planejamento de atividades de montanhismo e escalada, assim
como soluções de diferentes parques para problemas
comuns a todos”, afirma Daniel Toffoli.
A FEMERJ participa dos conselhos consultivos do PNT, PARNASO,
PNI, PETP, PESET (Parque Estadual da Serra da Tiririca),
bem como de câmaras técnicas destes parques
e do Conselho Municipal de Meio Ambiente da cidade do Rio
de Janeiro (CONSEMAC).
Uma outra notícia sobre o curso, divulgada na página
do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, pode
ser acessada clicando aqui.
Assessoria de Imprensa da FEMERJ
2009