Publicado no boletim do CERJ,
número 638, set./out. 2009
A Federação de Montanhismo do
Estado do Rio de Janeiro, nossa FEMERJ, completou 9 anos
em agosto. Em 2007, Bernardo Collares, o (eterno :) presidente
da Federação, escreveu o texto “A Organização
do Montanhismo – Um Pouco de História e o Trabalho
Invisível”, que além de contar o começo
da Federação, conta também sobre as
lutas constantes que são travadas. A principal delas
talvez seja contra a tentativa de regulamentar a nossa atividade.
O texto mostra algumas situações, como por
exemplo: “Para que tantas vias? Que tal deixar uma
de cada grau em cada parque”, ou “Para a prática
da escalada no parque “tal” serão obrigatórios
os seguintes itens: prendedor de cabelos, corda extra para
caso de emergência, ter sempre uma pessoa na base,
etc.”. Mas, como diz o Bernardo no texto “felizmente,
estamos sendo consultados nessas questões e, aqui
no Rio de Janeiro, a FEMERJ já virou referência.
Quando o assunto é montanhismo, os órgãos
públicos tem buscado a nossa federação”.
E não só. A FEMERJ é referência
também para as outras federações. No
livro “Escalada”, de Dimitri Wuo Pereira (Ed.
Odysseus), a FEMERJ é descrita assim: “Federação
de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro (www.femerj.org),
foi a primeira federação oficial brasileira
e é referência para as federações
dos outros estados. É muito bem organizada e contém
muitas deliberações sobre a conduta ética
dos escaladores.”
A FEMERJ trabalha muito pelo montanhismo. A lista de realizações
é enorme. Vou citar apenas alguns exemplos porque
se eu citar todos, serão necessárias várias
páginas:
-
Participação nos Conselhos
Consultivos dos Parques Nacionais da Tijuca, Itatiaia
e Serra dos Órgãos, além de Câmaras
Técnicas relativas ao montanhismo nestes parques;
e também na Câmara Técnica de Unidades
de Conservação, do Conselho Municipal de
Meio Ambiente da cidade do Rio de Janeiro;
-
Realização do Seminário
de Mínimo Impacto da Urca e a Atualização
das Diretrizes de Mínimo Impacto da Urca; Seminário
de Montanha para a região dos Três Picos,
em parceria com o Parque Estadual dos Três Picos;
Seminário de Mínimo Impacto no Parque Estadual
da Serra da Tiririca, em parceria com o Parque Estadual
da Serra da Tiririca; Seminário de Segurança
em Montanha, em parceria com a AGUIPERJ;
-
Adoção da Urca e Termo
de Cooperação Técnica com o INEA;
-
Cursos de Capacitação
de Condutores e de Manejo e Recuperação
de Trilhas (em parceria com o PARNASO e a ONG Conhecer
para Conservar);
-
Grupos de Trabalho: Manutenção
de Vias, SOS Urca, Filmes de Montanha, etc.;
-
E etc., etc., etc. (a lista é
mesmo MUITO grande).
Como diz o Antonio Paulo no seu livro “Montanhismo
Brasileiro – Paixão e Aventura” (Ed.
Publit): “Pessoas trabalham duro e sem remuneração
para manter essas entidades e organizações.
Muitos dos que escalam não conseguem enxergar isso
e não reconhecem os enormes ganhos e conquistas que
tivemos graças a essas pessoas, por exemplo, o direito
do acesso às montanhas em alguns lugares”.
Então, montanhista, entre na página da FEMERJ
(www.femerj.org) e se informe sobre o excelente trabalho
que esta realiza para te beneficiar na sua atividade (o
texto que citei no primeiro parágrafo também
pode ser lido na íntegra lá no site). E, participe!
Patrícia Rocha
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