Atualizado em: 08/03/2006
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FEMERJ apóia a criação do Corpo de Guarda-Parques no Rio de Janeiro

Projeto-piloto será iniciado em fevereiro na Ilha Grande

O Instituto Estadual de Florestas do Rio de Janeiro propôs ao governo do estado a criação da categoria de Guarda-Parques para atuar nas unidades de conservação de proteção integral estaduais, que correspondem a 15 parques, estações ecológicas e reservas biológicas, representando 127 mil hectares de Mata Atlântica e ecossistemas associados preservados. A FEMERJ enviou ofício ao governador Sérgio Cabral apoiando a proposta. No dia 20 de dezembro de 2007, Cabral assinou o decreto que fez o Rio de Janeiro ser o terceiro estado brasileiro a ter esta importante categoria profissional, que terá como função a preservação ambiental.

“Desde a criação do primeiro parque nacional do mundo, o de Yellowstone, nos Estados Unidos, em 1872, outras áreas protegidas vêm sendo estabelecidas naquele país e em todos os demais com vistas à preservação da fauna e da flora, das paisagens de notável beleza cênica e, ainda, para proporcionar lazer saudável e acessível para amplas parcelas da população. Com o boom dos esportes de aventura, do turismo de aventura e do turismo ecológico propriamente dito que observamos nos últimos anos, tais áreas vêm sendo cada vez mais procuradas, gerando demandas crescentes de atendimento e segurança dos visitantes, fiscalização, combate a incêndios na vegetação e outras tarefas que, no seu conjunto, visam atingir simultaneamente a dois objetivos: a preservação dos hábitats de incontáveis espécies animais e vegetais da forma mais inalterada possível, garantindo a manutenção da biodiversidade, e a satisfação dos visitantes – algo que se reveste de importância estratégica para a própria existência dos parques, pois quanto mais pessoas os conhecerem e valorizarem, mais defensores da preservação ambiental teremos no seio da população. Em todos estes parques nacionais, bem como em seus correspondentes estaduais, há uma figura emblemática, um profissional que responde pela maioria de suas funções essenciais e que encarna, para o público visitante e para as populações do entorno, o próprio espírito que norteou o estabelecimento destas áreas protegidas: o guarda-parque.”, assim André Ilha, presidente do Instituto Estadual de Florestas/RJ, iniciou a sua proposta para a criação do Corpo de Guarda-Parques no Estado.

No Brasil, esta categoria profissional existe apenas no estado de Mato Grosso (que regulamentou a atividade) e em Minas Gerais. Assim, o Rio de Janeiro é a terceira unidade federativa a criar um serviço de guarda-parques, que terá como objetivo principal a preservação da fauna e flora locais. “Eles atuarão nas atividades de prevenção e combate a incêndios florestais, busca e salvamento, interpretação natural, histórica e cultural, e fiscalização de todas as infrações administrativas observadas, inclusive desmatamentos, invasões, etc.”, explica André Ilha.

A Federação de Montanhismo do Estado do Rio de Janeiro, integrada por freqüentadores assíduos dos parques estaduais, conhecedora das mazelas decorrentes da inexistência de um serviço de guarda-parques permanente e institucionalizado, enviou ofício ao governador Sérgio Cabral, solicitando “a criação das equipes de guarda-parques nos Parques Estaduais com funções de proteção e preservação das unidades de conservação estaduais, abrangendo educação ambiental, recepção, orientação, fiscalização e socorro dos visitantes”. Entre outros itens, a FEMERJ também coloca que o tema, “trará benefícios não apenas para montanhistas, mas também para os demais visitantes, para a população fluminense que subsiste do turismo ecológico e, principalmente, para as gerações futuras que merecem herdar nossos recursos naturais em boas condições”.

O Serviço de Guarda-Parques será formado no âmbito dos Grupamentos (I e II) de Socorro Florestal e Meio Ambiente do Corpo de Bombeiros. O quantitativo inicial será de 200 homens para todas as unidades hoje existentes. Em fevereiro, será iniciado um projeto-piloto, com 20 homens, no Parque Estadual da Ilha Grande. A expectativa do IEF/RJ é de que este serviço esteja funcionando em todas as unidades estaduais até o final de 2008.

Texto originalmente publicado no informativo Mountain Voices, de fevereiro de 2008.


 

     
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