Ética
na Escalada: Adote na Prática
As atitudes genéricas que você pode tomar para
ficar em sintonia com a ética na montanha no Estado
do Rio já estão bem claras nos textos sobre
fendas, direito autoral e mínimo impacto: não
alterar vias sem autorização dos conquistadores,
não grampear fendas, não colar ou cavar agarras
na rocha e outros.
Mas a ética infelizmente nem sempre é respeitada
por todos, e houve casos em que, apesar dos protestos da comunidade
de montanhistas, algumas atitudes anti-éticas foram
tomadas.
Dois destes casos foram conquistas de vias de escaladas, que
são os seguintes:
1. Paredão Unesco, Morro da
Babilônia, Urca – Esta conquista rompeu
um acordo informal que vinha sendo cumprido por todos os escaladores,
de não se abrir mais vias na parede principal do Babilônia
(entre as vias Entropia e Phoenix). Um texto detalhado sobre
o assunto foi divulgado no fim de 2001 pelo GT Mínimo
Impacto, da FEMERJ, para votação no Seminário
de Mínimo Impacto em Paredes no início de 2002.
No entanto, exatamente na semana do seminário, em uma
decisão unilateral, os escaladores Rogério ‘Pica-Pau’
de Oliveira e Rafael Wojcik conquistaram uma nova via na parede,
poucos metros à esquerda do Paredão M-2, batizada
de Par. Unesco.
Mesmo com a aprovação unânime de cerca
de uma centena de escaladores presentes no seminário,
a resolução foi desrespeitada pela dupla citada.
2. Paredão Ursinho de Pelúcia,
Pão de Açúcar, Urca – Este
é um caso bastante antigo – data de 1991, muito
antes da criação da FEMERJ. Mas já naquela
época a consciência ambiental dos escaladores
era bastante grande, o que resultou num abaixo assinado de
250 assinaturas para que Mário Arnaud e Roberto Groba
abandonassem uma conquista na face sul do Pão de Açúcar,
uma parede cheia de vegetação – parte
dela endêmica.
Os escaladores ignoraram os apelos e seguiram em frente, derrubando
uma quantidade enorme de vegetação e abrindo
uma cicatriz de pedra em meio a um jardim natural.
3. Via Lampićo e via dos Dez, Pćo de Aēścar, Urca (clique aqui)
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