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GT - MÍNIMO IMPACTO EM PAREDES
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Primeiro Seminário de Mínimo
Impacto
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| Introdução | |||||
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O presente documento é um dos resultados dos
trabalhos desenvolvidos pelo GT Mínimo Impacto em Paredes, realizado
por montahistas via FEMERJ e traz a proposta apresentada na parte da tarde
do Seminário ocorrido no dia 23/02/02, no Centro de Visitantes
do Parque Nacional da Tijuca. Esta versão inclui modificações
resultantes das discussões e sugestões ocorridas pela apresentação
da proposta. Compreende recomendações de caráter
geral para toda a área e outras específicas para setores
das montanhas que compõe o complexo da Urca.
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Cabe destacar, que a adoção da pratica
de mínimo impacto se configura como um processo, e que este documento
é apenas um dos primeiros passos neste sentido. Dentro do modelo
proposto, e que se inicia pela Urca, irá complementar a documentação
um texto referente às estratégias e ações
de implementação das recomendações de mínimo
impacto que serão em breve divulgadas. Nessas estratégias
de implementação serão tratadas, além de medidas
globais, as ações localizadas visando a implementação
da proposta, bem como alternativas de solução de problemas
e/ou divergências existentes em relação as atuais
recomendações.
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Um resumo das palestras realizadas na parte da manhã,
estarão em breve disponíveis no site da FEMERJ: www.femerj.org
As dúvidas em relação ao texto devem ser encaminhadas
para a apreciação da Diretoria da FEMERJ e do GT de Mínimo
Impacto em Paredes através do e-mail: info@femerj.org
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| Recomendações Gerais | |||||
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1- Durante a escalada ou o rapel faça o possível
para reduzir os danos sobre a vegetação. Quando existir
a opção, escolha sempre a descida pela caminhada, pois o
rapel é bastante impactante. Se após uma ascensão,
o rapel for inevitável, procure não realiza-lo emendando
duas cordas, caso exista esta opção.
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2- Lembre-se, a Urca é um tradicional centro
de escalada, evite a prática exclusiva de rapel. Uma prática
bastante danosa a vegetação de parede. Além disto
tem se mostrado historicamente conflitante com escaladas, gerando sérios
atritos entre escaladores e praticantes de rapel. Desta forma, cuidados
devem ser tomados em vias de escalada que possam ter o seu final acessado
por caminhadas, com objetivo de evitar a proliferação da
prática exclusiva de rapel (ver recomendações específicas).
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3- Não conquiste com furadeira. A facilidade
que esta possibilita tem levado à abusiva colocação
de grampos e a uma precipitada abertura de vias que, não raramente,
conduz a que se cometam alguns equívocos. Uma situação
crítica para áreas com elevada densidade de vias, como a
Urca. O maior esforço exigido pela colocação de proteção
fixa de forma tradicional (talhadeira e marreta), em geral, leva a uma
maior reflexão da validade e da qualidade da rota escolhida. Pelos
mesmos motivos, não conquiste com corda de cima, especialmente
em vias não esportivas.
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4- Na base, evite se arrumar ou se aglomerar para a
escalada em platôs de vegetação. Da mesma forma, não
utilize a vegetação como apoio, proteção natural
ou ancoragem.
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5- Utilize as trilhas existentes, não abra ou
utilize atalhos. Contribua para a manutenção das trilhas
existentes.
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6- Destaca-se que o compromisso com o baixo impacto
de um via conquistada não se refere somente ao ato da conquista,
que deve ser feita em linhas sem vegetação. Neste sentido,
as conseqüências das repetições e das descidas
futuras devem também ser pensadas. Por exemplo: se numa parede
com vegetação, deixarmos uma via bem equipada, com possibilidade
de rapel, e ainda juntarmos a facilidade de acesso, temos que pensar que
as repetições serão muitas, bem como as descidas
pela via. Assim, pouco vai sobrar daquele cuidado inicial de não
remover a vegetação durante a conquista.
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7- Ao pensar em realizar uma conquista explore bem
o potencial oferecido pelas vias já existentes no setor (escale!).
Conheça um pouco da história destas vias (informe-se nos
guias já publicados para área ou com os escaladores locais
mais experientes). Isto pode evitar que se cometa alguns equívocos
como: abertura de variantes de variantes medíocres, rotas muito
próximas ou atravessando (e por vezes intermediando) vias clássicas,
etc...
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8- Não promova e nem participe de escaladas
com um grande grupo de pessoas (um grupo de 8 pessoas já é
suficientemente grande para uma escalada). Estas excursões causam
grande impacto nas trilhas e nas vias. Aprecie o aspecto reflexivo e contemplativo
da escalada, que só são possíveis longe da multidão.
A parede não é o melhor lugar para festas, deixe as comemorações
para locais mais apropriados que vias de escalada.
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9- Lembre-se que se o objetivo é o mínimo
impacto, restrinja ao estritamente essencial sua passagem na parede. Não
coloque grampos exageradamente (estes são a última opção
de proteção, não os transforme na única opção),
privilegie as proteções móveis. Não bata grampo
ou chapeletas em boulders. Não coloque agarras artificiais, bem
como não quebre ou cave agarras na rocha. Não faça
pinturas, pichações ou outras marcações na
parede. E, leve todo o seu lixo de volta.
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10- Certas paredes apresentam indícios de que
não comportam mais vias, sem que ocorra um dos seguintes casos:
vias coladas uma nas outras (como já ocorre) ou muita vegetação
destruída. Estas duas situações não acrescentam
nada de positivo para a história da escalada da Urca. Verifique
nas recomendações específicas quais são estas
paredes.
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| Recomendações Específicas | |||||
| Morro da Babilônia | |||||
| - Setor Entropia - Diedro Phoenix | |||||
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| - Setor à direita do Diedro Phoenix (Chamado Selvagem, ...) | |||||
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| Ácidos | |||||
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| Morro da Urca | |||||
| - Face Norte - Setor Singra | |||||
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| - Face Norte - Setor Falésias (Ervé Muniz, ....) | |||||
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| - Face Sul - Setor início da pista (antes do cano de esgoto) | |||||
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| - Face Sul - Setor Coloridos | |||||
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| - Face Sudoeste | |||||
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| Pão de Açúcar | |||||
| - Face Sul - Setor Coringa | |||||
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| - Face Sul - Setor Tetos | |||||
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| - Face Sul - Setor Entre o Alfredo e Gallotti | |||||
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| - Face Sul - Setor Totem face leste | |||||
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| - Face Sul - Setor Totem face frontal e oeste | |||||
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| - Face Sul - Setor Lagartinho | |||||
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| - Face Oeste (Esgotão até o Secundo) | |||||
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| - Face Norte | |||||
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| - Face Leste | |||||
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| - Face Leste - Setor Mirante do Costão | |||||
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| - Face Leste - Setor do Costão e Escadinha do Jacó | |||||
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